terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mulheres lado a lado com os homens nas manifestações do Egito

 Destapadas ou cobertas, um grande número de mulheres tem participado nas manifestações contra o regime egípcio.
Um ato de coragem duplo num país, onde as mulheres ainda podem ser consideradas seres inferiores e não ter igual acesso à educação e ao trabalho.
Um ato de coragem duplo num país onde o assédio sexual é considerado um cancro social.
“Eu acho que o Egito se tornou um país. Desde a Irmandade Muçulmana aos comunistas, todos têm o direito de partilhar o poder neste país. Demita-se! Toda a gente neste país lhe pede para se demitir. Acabou! É suficiente! Basta!”, apela uma mulher cristã.
“Todos nós somos um só, nunca nos vamos separar”, diz uma muçulmana, que abraça uma cristã.
“Eu acho que é fantástico! Acho que eles devem continuar e devem manter o espírito. Se ele é teimoso, nós também somos, mais do que ele”, garante uma jovem. A amiga que está ao seu lado conta o que ouviram antes de ir para a Praça Tahrir: “Disseram-nos que ia haver assédio sexual aqui e não vimos nada disso. Estes sim são verdadeiros homens!”
“Temos orgulho neles”, garante a jovem, enquanto a sua amiga acrescenta: “Temos orgulho de sermos egípcias. Pela primeira vez, temos orgulho de sermos egípcias”.
“Os protestos na praça Tahrir estão a mudar muitas coisas no Egito e não apenas o destino de Mubarak. Estas mulheres estão a manifestar-se lado a lado com os homens. A sua revolução é dupla: derrubar com o regime e romper com alguns preconceitos”, afirma o enviado especial da Euronews ao Cairo, Luis Carballo.
Via: Euronews

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

De Quem é a Culpa – Chuvas 2011 – Parte I

Para quem gosta de apontar culpados, poderíamos dizer que o primeiro responsável foi D. João VI, que, em 16 de maio de 1.818, assinou decreto autorizando o estabelecimento de uma colônia suíça na então Fazenda do Morro Queimado. Como parte de um projeto de "branqueamento" da população brasileira, centenas de famílias foram alojadas às margens do rio Bengalas, nas suas áreas de várzea, e logo sofreram com as primeiras enchentes.

Posteriormente receberam suas glebas, divididas sem nenhum critério. Foram ocupadas encostas, vales e margens de rios. Esse tipo de ocupação perdurou ao longo dos quase dois séculos de existência de Nova Friburgo. Quantos rios e córregos do município tiveram seus cursos retificados, como o Bengalas? Quantos tiveram suas margens ocupadas e seus leitos estrangulados, como o rio Cônego e o córrego dos Inhames? Quantos outros foram transformados em galerias subterrâneas, como o que agora retomou seu espaço na Vila Amélia?

O problema da ocupação desordenada, que não é só do pobre, vide o teleférico e o Parque da Pedra, não se resolverá em um ou dois anos, provavelmente nem uma década seja suficiente para corrigir os erros cometidos em dois séculos de vida do município. É preciso um novo modelo de desenvolvimento, e boa parte dele está expresso no Plano Diretor Participativo, tornado lei municipal em 2007.

Não há registro na história de Nova Friburgo de uma chuva de tamanha magnitude em tão curto espaço de tempo. Quando um fenômeno como esse acontece em área desabitada por humanos, ainda assim as conseqüências são dramáticas. A geografia da região se transforma, os deslizamentos movimentam grandes quantidades de terra, rochas e árvores, modificando a topografia das encostas, dos vales e os cursos dos rios. Já em regiões povoadas, assume as feições trágicas a que assistimos estarrecidos.

Com o conhecimento e a técnica atual pode-se minimizar alguns efeitos das fortes chuvas, mas não evitar completamente os seus terríveis danos. Monitoramento e sistemas de alerta podem servir para poupar vidas humanas e diminuir as mortes. Estudos como os que foram realizados pela prefeitura na gestão passada, como o Plano Municipal de Redução de Riscos e o Plano de Macrodrenagem, quando realizadas as obras necessárias, que exigem recursos do Estado e da União, pois custam muito mais do que o orçamento do município suporta, podem diminuir também a perda de vidas e os danos materiais. 

Investimentos em habitação popular também são fundamentais. Sem subsídio público, como o que existe no programa Minha Casa, Minha Vida, não se resolve o problema das ocupações das áreas de proteção permanente e das áreas de risco, que são as que não têm valor para o mercado imobiliário e, por este motivo, as que sobram para a população de baixa renda.

Inconformados com a nossa impotência diante dos fenômenos naturais, nos acostumamos a sair em busca de culpados. As consequências poderiam ser minoradas, sem dúvida, mas não neste modelo de organização política, econômica e social em que vivemos. O ordenamento territorial, a habitação, o saneamento e o transporte, não podem ser deixados a cargo da “mão invisível do mercado”. Há que se ter políticas públicas e de estado fortes nestes setores.

É preciso uma profunda transformação na sociedade brasileira, que desloque o eixo das prioridades do capital para o social, o ser humano e suas relações com a natureza. Só assim, em uma nova sociedade socialista e democrática, participativa e plural, poderemos efetivamente promover as mudanças que atendam às necessidades humanas e não aos interesses financeiros. Fora disso, tudo o mais não passará de paliativo.

Tempo de recomeçar

O Indecente ficou sem voz por um tempo...
Tempo de encerrar o ano de 2010 e aguardar 2011.
Era como se fossemos crianças iniciando o ano letivo e aguardássemos para começar a escrever no caderno novinho, sem nenhuma "orelha"... Depois das férias a gente volta!!!!!
Mas aí veio a grande catástrofe na região serrana. Entre a noite de 11 de janeiro de 2011 e madrugada do dia 12 aconteceu o dilúvio.
A gente aqui no Rio e os amigos e familiares em Friburgo.
A gente vendo tudo pela TVsem saber notícias das pessoas durante 3 dias.
A gente aqui com coração apertado sabendo que tinha sido uma tragédia enorme, pois já havíamos vivido algumas enchentes por lá, mas as imagens, desta vez, mostravam que tinha sido muito pior.
A gente ficou sem voz porque era tempo de agir.
E assim Sylvio foi para Friburgo no dia 17 com uma equipe de engenheiros da UERJ, e eu no dia 21 com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado...
Ele levava na bagagem os mapas do Plano Diretor de Nova Friburgo (PDNF), cds com as iamgens de satélite, GPS e uma enorme vontade de poder ser útil aos gestores do município, já que foi o responsável  pela elaboração do PDNF em 2007..
Eu levava a minha disposição em contribuir com as familias desabrigadas na realização do cadastro para o Aluguel Social.
Vimos um ambiente de guerra... destruição por toda a parte. Caramba...
Mas, vimos coisas bacanas acontecendo como a atuação efetiva das Forças Armadas, do Ministério Público, Defensoria, IML, Comlurb, Cruz Vermelha, Bombeiros, Polícia Militar,e a força do voluntariado no resgate das pessoas, na atuação dentro dos abrigos e pontos de entrega das doações.
Infelizmente,  vimos também quanto a mediocridade humana pode ficar tão evidente mesmo num acontecimento desse porte.
Gente levando suas "cestas básicas", em cima do salto alto, com vestido de grife...
Gente usando as doações como campanha política para 2012...
O ego e a vaidade se batendo todo o tempo para mostrar quem manda mais e ficar em evidência para as próximas eleições.
Isso é indecente!
Agora que o fato se deu, mortos e desaparecidos foram contabilizados, a mídia já fez o seu papel, as instituições que fizeram parte da força tarefa vão embora, e ficam apenas os gestores públicos e a população com sua dor... como fica?
Como ficam as famílias que perderam tudo?
Quais terrenos destinados para a construção das casas para uma população que tem esperança de recomeçar a vida com dignidade e em local seguro?
Qual será o planejamento de cidade do futuro?
Se pensará em uma nova forma de desenvovimento urbano de forma sustentável?
Haverá uma política de geração de emprego e renda?
As políticas intersetoriais serão discutidas em favor da população, deixando de lado as vaidades e a ganância do poder?

Pelo que vimos presencialmente em Nova Friburgo esperamos que a sensatez e bom senso prevaleçam em favor das cidades e o povo de toda a Região Serrana do Rio de Janeiro, para que a reconstrução seja de fato um novo modelo de planejamento urbano, visando a justiça social, o desenvolvimento econômico e o respeito a natureza.

Viva 2011 e seus diferentes recomeços!!!

Assim, O Idencente recomeça  2011 (ano regido por Mercúrio, Oxum e o Coelho no horóscopo Chinês) e  poder, de forma modesta, contribuir, junto a outras vozes, para a reconstrução de um tempo melhor para quem está por aqui, por ali e acolá....

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Presidente Lula vai dar a primeira entrevista à blogosfera

Amanhã (quarta-feira) o presidente Lula concederá a primeira entrevista “da história deste país” à blogosfera. Solicitada por um grupo de blogueiros progressistas, ela já tem as presenças confirmadas de: Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Conceição Lemes (Viomundo), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna). Outros dois blogueiros buscam desmarcar compromissos para se integrar ao grupo.
O evento acontecerá às 9h da manhã, no Palácio do Planalto, e será transmitido ao vivo pelo Blog do Planalto, pelos blogs que participarão do encontro e por todos que tiverem interesse de fazê-lo. Ainda hoje vamos explicar como isso será possível.
Será uma entrevista coletiva, mas também é um momento de celebração da diversidade informativa. Ao abrir sua agenda à blogosfera o presidente demonstra estar atento às transformações que acontecem no espaço midiático e ao mesmo tempo atesta a importância dessa nova esfera pública da comunicação.
 Como as coisas na blogosfera são diferentes e mais colaborativas, não serão só os presentes ao encontro que participarão. A coletiva será aberta ao público que poderá participar enviando perguntas pelo chat. O objetivo é garantir o maior grau possível de interatividade.
Por conta dos senões da agenda presidencial, só agora nos foi confirmado o evento e liberada a divulgação. Por isso temos pouco tempo para nos organizar e produzir a repercussão que a entrevista merece.
 Contamos com vocês nessa tarefa: divulgando, transmitindo em seus blogs e fazendo perguntas pelo chat.
 A blogosfera dá mais um passo importante.
 Um passo “nunca dado na história deste país”.

Fonte: Blog do Rovai

sábado, 20 de novembro de 2010

Rede Globo, CBF e Corinthians tudo a ver!



O árbitro Carlos Eugênio Simon foi mais uma vez “sorteado” para apitar um jogo do Corinthians. Desta vez para a decisiva partida deste Domingo contra o Vitória-BA em Salvador. O Corinthians venceu apenas quatro partidas fora de casa nesse campeonato brasileiro, em três delas o juiz foi Simon. Coincidência? Sim pode ser. Falarei sobre isso mais adiante.

Sobre o jogo de sábado passado, contra o Cruzeiro, adversário direto na luta pelo título, em que o Corinthians venceu com um gol de pênalti aos 43 minutos do segundo tempo da partida, a rede Globo preferiu reduzir sua cobertura ao pênalti polêmico [sic] assinalado a favor do clube paulista. No entanto, houve muito mais polêmica nesse jogo. Os impedimentos inexistentes assinalados contra o Cruzeiro ou ainda os dois lances de pênalti a favor da Raposa, não marcados pelo árbitro da partida, são exemplos disso.

Alguns números do campeonato brasileiro colocam sob suspeita a tese da coincidência e da simples polêmica. Senão vejamos: em relação ao número de pênaltis marcados o Corinthians teve 11 a favor, enquanto seus adversários diretos na luta pelo título, Fluminense e Cruzeiro, somados, tiveram apenas 9, o Tricolor com 4 e a Raposa com 5.

Se analisarmos os pênaltis marcados contra cada um destes três clubes, a situação se inverte: o Corinthians teve 2 pênaltis marcados contra em 35 partidas, enquanto Fluminense e Cruzeiro juntos tiveram 8 pênaltis assinalados contra eles.

Se fôssemos criar um saldo de pênaltis marcados a favor e contra, a situação ficaria da seguinte forma: Corinthians, saldo positivo de 9 pênaltis. Fluminense, saldo positivo de 3 pênaltis e Cruzeiro, saldo negativo de 2 pênaltis.

Esses números demonstram o que mais uma ficou evidenciado no jogo entre Corinthians e Cruzeiro do último sábado: em jogadas onde cabe a interpretação, ou mesmo a imaginação dos árbitros, as decisões sempre têm favorecido o clube paulista. Mas esse raciocínio teria fundamento? Quais seriam os motivos? Quem teria interesse nisso?

Nunca é demais lembrar que Andrés Sanches, presidente do Corinthians, foi o chefe da delegação da seleção brasileira na África do Sul, escolhido pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Sanches foi também o principal apoiador e candidato a vice de Kléber Leite à presidência do Clube dos 13. Leite que também era o candidato de Ricardo Teixeira e da CBF. Simon, Sanches e Teixeira conviveram longo período na África do Sul, uma vez que o árbitro gaúcho foi o juiz brasileiro na Copa.

Com relações tão próximas, não foi de se estranhar que a CBF escolhesse um estádio que sequer existe, que dele se conhece apenas uma maquete, que não tem projeto e nem fonte de financiamento, para ser o palco da abertura da Copa de 2014. A escolha do possível futuro estádio do Corinthians provocou ácidas críticas na imprensa internacional, questionando a seriedade da CBF na organização da Copa do Mundo.

O estado de São Paulo tem um estádio pronto, o Morumbi. Estádio com capacidade de público para receber a abertura da Copa do Mundo, necessitando para isso de reformas, como o Maracanã ou o Mineirão. No entanto, o estádio pertence ao São Paulo Futebol Clube, presidido por Juvenal Juvêncio, desafeto de Teixeira. Sobre os negócios da CBF e Ricardo Teixeira na organização da Copa do Mundo no Brasil, o Lance!net publicou a seguinte matéria: http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Ricardo-Teixeira-lucros-COL-Copa_0_373162928.html.

Voltando ao assunto Corinthians, neste ano de 2010 o clube paulista completou 100 anos. Para comemorar o centenário na Avenida Paulista, o time teve uma partida do campeonato brasileiro adiada pela CBF. Será que clubes como Atlético-GO, Ceará ou Avaí receberiam esse pequeno favor?

Todos sabemos que o Corinthians é um clube de massa. Ninguém despreza a força econômica do estado de São Paulo e da torcida corinthiana, que movimenta uma ampla gama de recursos no lucrativo negócio que se tornou o futebol profissional. Transmissões de TV, patrocínios, direitos de imagem, negociações de atletas – que podem ser valorizados através de convocações para a seleção brasileira, que é treinada, coincidentemente, por um ex-técnico do Corinthians, entre outros.

E assim, como em 2005, de polêmica em polêmica, de erro de arbitragem em erro de arbitragem, o Corinthians chega a três rodadas do final do campeonato brasileiro de futebol com muitas chances de conquistar o título no ano do seu centenário. Assista ao vídeo sobre como isso foi possível em http://www.youtube.com/watch?v=hghV3UBxkuA&feature=player_embedded. Rede Globo, CBF e Corinthians tudo a ver!

Brasil República em 7 minutos


Fonte: Comédia MTV

Por que cresce o ódio racial da elite branca

Apesar das negativas da grande imprensa, é inegável que nos últimos anos o Brasil começou a operar uma forte distribuição de renda de um grupo étnico minoritário e privilegiado para outro amplamente majoritário e eternamente prejudicado na divisão da riqueza.
Por estar a serviço do setor privilegiado – pois, em última instância, pertence a ele –, a mídia corporativa meramente canaliza um sentimento de “revolta” de classe e racial desses setores da sociedade que, até há pouco, vinham ganhando a luta de classes – que alguns tentam apresentar como anomalia ou desejo de grupos políticos, mas que, em um país tão injusto, é mera conseqüência de sua realidade social.
Estudo recente, pois, explica o ódio da elite branca contra um governo que desencadeou esse necessário processo redistribuidor de renda em prol da maioria étnica brasileira que sempre ostentou condições de vida infinitamente piores do que as de uma casta branca e descendente de europeus.
Data Popular é uma instituição que, segundo diz sua mensagem institucional, dedica-se a produzir “Conhecimento de qualidade sobre o mercado popular no Brasil”. Ao entrar no site, a mensagem institucional inicial esclarece a que ele se dedica:
Bem-vindo ao mundo do carnê, do consórcio, do SPC.
Bem-vindo ao mundo do metrô, do buzão, da lotação, da CBTU, do seminovo zerado.
Bem-vindo ao mundo do vale-refeição, do PF e da marmita.
Bem-vindo ao mundo do supletivo, da escola de cabeleireiro e do curso de computação.
Bem-vindo ao mundo do celular pré-pago, da megasena.
Bem-vindo ao mundo do trabalho informal, da pensão do INSS, do despertador pras 5,
da mobilidade social.

Bem-vindo ao mundo do Ratinho, Raul Gil, Bruno & Marrone, Banda Calypso, Calcinha Preta, MC Leozinho e da Rádio Tupi.
Bem-vindo ao mundo do supermercado com a família, da cervejinha gelada, da macarronada com frango, do financiamento da Caixa.
Bem-vindo ao mundo surpreendente da economia da base da pirâmide.
O trabalho mais recente do Data Popular, concluído nesta semana, busca prover com dados científicos o crescente interesse de grandes empresas por esse segmento em ascensão social, segmento no qual os negros sobressaem.
A renda da população negra no país atingiu R$ 544 bilhões. Segundo estudos recentes, desde 2007 a renda média per capita do negro cresceu 38% – o dobro da renda média do branco, que teve alta de 19% no mesmo período.
A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), feita pelo IBGE, deixa ver claramente como durante o governo Lula essa parcela amplamente majoritária – e “afrodescendente” – da população brasileira começou a ser resgatada da injustiça social em que foi mantida durante o século XX.

Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa Data Popular, o “enriquecimento” dos negros é resultado do aumento da renda da população da base da pirâmide de renda do país: “tem mais negros nas classes C e D, que teve aumento maior de renda que nas classes A e B [no período analisado]”.
Esse estudo não precisaria ter sido feito para que os beneficiados pelo processo redistribuidor  de renda percebessem-no.  Quem está comprando mais bens de consumo durável, vestuário, alimentos, ou que está chegando a universidades na condição de primeiro universitário da família, bem sabe o que lhe está acontecendo – e inclusive votou para manter esse processo.
Além de subsidiar empresas interessadas no mercado de consumo de massas que o governo do PT fez surgir, o estudo serve para finalmente calar os que tentam atribuir tal processo a governos que trataram de impedi-lo ou àqueles que tentam negar que tal processo esteja ocorrendo.

Fonte: Blog da Cidadania